Entenda como funciona um antidiabético para pré-diabetes 1 A Diabetes não tem cura. Ela pode ser revertida ou estabilizada.

A fase de tratamento de uma doença é realmente muito importante para que seja possível ficar saudável de volta o quanto antes. Infelizmente, no caso do diabetes, como ainda não há uma cura, esse tratamento precisa ser feito pelo resto da vida a fim de manter a doença controlada.

Mas, algumas pessoas, antes de serem diagnosticadas com diabetes de fato, possuem pré-diabetes. Nesse caso, existe uma cura. Então, como o tratamento é feito? Será que é por meio de um antidiabético para pré-diabetes

Ao longo deste conteúdo você ficará por dentro desse assunto tão importante. Por mais que ser diagnosticado com pré-diabetes também não seja algo bom, nunca se esqueça de que descobrir o problema ainda nessa fase é fundamental para fazer um tratamento eficaz e não deixar que essa condição se torne um diabetes de fato. 

O pré-diabetes é um problema que tem cura, desde que o paciente mude seus hábitos de vida e comece a seguir todas as recomendações feitas pelo médico. Ainda, uma quantidade muito grande de pessoas que possui pré-diabetes acaba se tornando pré-diabéticas ao longo de três a cinco anos, mas isso pode mudar. 

Em primeiro lugar, fazer exames anualmente com o objetivo de ver se está tudo bem é um passo importantíssimo. Muitas vezes, o pré-diabetes, por exemplo, é uma condição silenciosa, ou seja, não apresenta nenhum sinal. Sendo assim, a única maneira de descobri-la é indo ao médico pelo menos uma vez por ano e fazendo os exames necessários. 

Ao diagnosticar alguma alteração logo no começo, as chances de reverter o problema são muito maiores. Depois do diagnóstico, é hora de ouvir tudo o que o médico tem para falar e seguir as recomendações dele. Se ele indicar um antidiabético para pré-diabetes, não deixe de tomar na dose correta. Caso tenha alguma dúvida também, pergunte. Esse é o momento de saber tudo. Apenas assim o tratamento vai ser eficaz.

Entretanto, quais será que são os tratamentos indicados para os casos de pré-diabetes? Se for necessário, quais são os principais antidiabéticos prescritos pelos profissionais? Encontre as respostas para essas perguntas logo a seguir. Acompanhe bem atentamente. 

Definição de pré-diabetes

De acordo com a Associação Americana de Diabetes, o termo pré-diabetes identifica aquelas pessoas que possuem um risco potencial de desenvolverem diabetes. Na verdade, é uma condição intermediária entre o diabetes e a normalidade. Nessa condição, a pessoa apresenta níveis de açúcar no sangue elevados, mas eles ainda não são tão altos para serem considerados diabetes. 

Para ficar mais claro, em um exame de glicemia em jejum, valores entre 100 mg/dl e 125 mg/dl já são caracterizados como pré-diabetes. Dessa forma, até 99 mg/dl significa que o indivíduo é saudável e acima de 126 mg/dl que o diabetes de fato já existe. 

Outro exame que pode ser feito para diagnosticar o problema é um conhecido como TOTG (Teste Oral de Tolerância à Glicose). Nesse caso, uma determinada pessoa consome um líquido que contém 75 g de glicose e, depois de duas horas, sua glicemia é medida. Valores entre 140 mg/dl e 200 mg/dl mostram a condição de pré-diabetes. 

Principais fatores de risco

Por mais que o pré-diabetes possa acometer qualquer pessoa, é claro que existem alguns fatores de risco que acabam aumentando as chances de desenvolvimento do problema. São eles:

  • Excesso de peso;
  • Sedentarismo;
  • Alimentação não saudável;
  • Idade acima de 45 anos;
  • Hipertensão arterial;
  • Histórico familiar;
  • Altas taxas de triglicérides e colesterol.

Além deles, mulheres com ovários policísticos, que tiveram diabetes gestacional e/ou deram à luz a um bebê com mais de 4 kg, também fazem parte desses fatores de risco. 

Sintomas

Como já foi mencionado antes, na maioria das vezes o pré-diabetes é uma condição silenciosa. Entretanto, é sim possível que alguns sintomas apareçam: aumento do apetite e da sede, alterações na visão, micções mais frequentes, maior sentimento de cansaço, formigamento nos pés, cicatrização de feridas mais lenta, entre outros. 

Vale lembrar que os sintomas que foram mencionados também são os que aparecem em casos de diabetes, certo? Portanto, se sentir algum deles não deixe de procurar um profissional o quanto antes. 

Como é possível prevenir o diabetes?

As chances de uma pessoa com pré-diabetes se tornar diabética são grandes se ela não seguir o tratamento indicado pelo médico. Na maioria das vezes, o tratamento pode ser feito com mudanças nos hábitos de vida e/ou com um antidiabético para pré-diabetes, por exemplo. 

No mais, veja a seguir algumas dicas para evitar ao máximo que essa condição se torne um diabetes: 

  • Não fume;
  • Evite consumir alimentos que sejam ricos em carboidratos, açúcares e gorduras.
  • Faça atividades físicas regularmente;
  • Alimente-se de porções menores e nunca fique sem comer por mais de três horas;
  • Caso o médico prescreva, tome corretamente o antidiabético para pré-diabetes. 

Como funciona um antidiabético para pré-diabetes?

O último medicamento para diabetes aprovado pela Anvisa no Brasil foi a Alogliptina (Nesina) e, com ele, uma questão muito importante voltou a despertar o interesse de muitas pessoas: como funcionam os remédios que servem para controlar o pré-diabetes e o diabetes? Será que eles são mesmo seguros? 

Nos dias de hoje, é possível dividir os antidiabéticos, de uma forma geral, em dois grupos diferentes: as medicações orais e as insulinas. Entretanto, as insulinas são usadas por pessoas que já são diagnosticadas com diabetes e não com pré-diabetes. Isso porque elas têm o objetivo de ajudar no controle da doença, uma vez que o diabetes, como já mencionado, não tem cura. 

Por sua vez, os medicamentos orais podem ser indicados em casos de pré-diabetes também. Isso vai depender do médico e da condição específica de cada paciente. No entanto, em alguns casos um antidiabético para pré-diabetes pode sim fazer toda a diferença. 

Mas, quais será que são os mais indicados pelos médicos? Como eles funcionam? Veja mais informações logo a seguir. 

Medicamentos orais

Os remédios orais são utilizados para quem tem pré-diabetes ou diabetes tipo 2. É muito difícil alguém que tenha diabetes tipo 1 fazer o uso de algum medicamento, mas pode acontecer também. 

Ao todo, esses medicamentos são divididos nas seguintes classes: tiazolidinedionas, biguanidas, análogos das incretinas, inibidores da dipeptil-peptidase-4 e sulfonilureias. Qual deles é prescrito para cada paciente é claro que vai depender da situação e do médico, no entanto a principal função de todos eles é controlar os níveis de açúcar no sangue das pessoas. 

A forma de usar o medicamento também será indicada pelo profissional de saúde. Por isso é essencial prestar bastante atenção naquilo que for falado e tirar todas as suas dúvidas. 

É normal que nenhum medicamento seja indicado para pessoas com pré-diabetes, por exemplo. Isso porque a condição pode ser tratada de outras formas mais naturais. Mas, se o médico fizer a recomendação não deixe de segui-la, certo? 

Outros tipos de tratamento

Portanto, um antidiabético para pré-diabetes pode ser uma das formas de tratamento para essa condição, mas existem outras possíveis também que podem ser combinadas com o remédio ou não. Na verdade, tudo vai depender da situação na qual o paciente se encontra. 

Na maioria dos casos, uma das primeiras coisas que precisam ser feitas para o tratamento e cura do pré-diabetes são mudanças nos hábitos de vida. Sabe o que isso quer dizer? É simples. Para começar, a alimentação precisa se tornar algo mais saudável. Diminuir a quantidade de carboidratos, açúcares e gorduras é fundamental para conseguir ficar livre do pré-diabetes. 

Todos os alimentos que se transformam em açúcar depois acabam sendo prejudiciais para o corpo, principalmente para aqueles que já demostram algo errado no seu funcionamento.

Procurar um nutricionista pode ser algo eficaz para conseguir curar o pré-diabetes e evitar que ele se desenvolva para a doença de fato. Esse profissional será capaz de indicar qual é a melhor alimentação para o seu caso e lhe mostrará algumas alternativas para substituir alimentos gordurosos e cheios de açúcar. 

Além disso, praticar exercícios físicos também faz toda a diferença. Como já explicado, o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o pré-diabetes e, por consequência, para o diabetes, por isso é importante ter cuidado. 

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, essas atividades físicas não precisam ser com muita intensidade não. Uma caminhada de 30 minutos a uma hora por dia pode ser suficiente para deixar o sedentarismo de lado e começar a ter uma vida mais saudável. 

O importante é não exagerar e levar sempre em consideração as limitações do seu corpo. Se você é uma pessoa sedentária e vai começar a praticar atividades agora, vá com calma. Começar já com uma intensidade alta pode acabar trazendo lesões para o seu corpo. 

Dessa forma, não deixe de procurar um profissional antes de qualquer coisa. Principalmente quando o assunto é antidiabético para pré-diabetes, não se esqueça de que só é possível comprar o medicamento por meio de uma prescrição médica. Além disso, tome exatamente a dose recomendada pelo profissional para não sofrer consequências depois.