Diabetes - Consequências que essa doença pode trazer a curto e longo prazo 1 A Diabetes não tem cura. Ela pode ser revertida ou estabilizada.

Com o diabetes tipo 2 (também chamado de diabetes mellitus tipo 2), se você não trabalhar duro para manter seu nível de glicose no sangue sob controle, haverão complicações a curto e longo prazo. E essas consequências do diabetes podem ser realmente perigosas.

No entanto, observando a quantidade e os tipos de alimentos que você come (seu plano de refeições), fazendo exercícios e tomando os medicamentos necessários, é possível evitar essas complicações.

E mesmo que você tenha algumas das consequências do diabetes mais sérias e de longo prazo, que iremos discutir abaixo, o controle rigoroso da glicose no sangue ajudará a evitar que as complicações piorem. (É possível que o diabetes tipo 2 já tenha algumas dessas complicações quando o indivíduo é diagnosticado pela primeira vez. Isso ocorre porque o tipo 2 se desenvolve gradualmente, e pode não ser possível perceber a alta da glicose).

As complicações a curto prazo do diabetes tipo 2 são hipoglicemia (glicose muito baixa no sangue) e hiperglicêmica, quando há glicemia muito alta.

Consequências do Diabetes a Curto Prazo

Hipoglicemia

Hipoglicemia é baixa glicose no sangue (açúcar no sangue). É possível que a sua glicose no sangue caia, especialmente se você estiver tomando insulina ou uma droga sulfoniluréia (aqueles fazem seu corpo produzir insulina ao longo do dia). Com esses medicamentos, se você comer menos do que o habitual ou estiver mais ativo, a glicose no sangue pode diminuir demais.

Outras causas possíveis de hipoglicemia incluem certos medicamentos (aspirina, por exemplo, reduz o nível de glicose no sangue se tomada uma dose de mais de 81mg) e excesso de álcool (álcool impede o fígado de liberar glicose).

Os sinais e sintomas da glicemia baixa são fáceis de reconhecer:

  • Batimento cardíaco acelerado;
  • Sudorese;
  • Branqueamento da pele;
  • Ansiedade;
  • Dormência nos dedos das mãos, pés e lábios;
  • Sonolência;
  • Confusão;
  • Dores de cabeça;
  • Fala arrastada.

Casos leves de hipoglicemia podem ser tratados tomando-se suco de laranja ou ingerindo um comprimido de glicose – isto aumentará rapidamente o nível de glicose no sangue.

Se você tem diabetes tipo 2 e toma insulina, deve sempre levar o glucagon consigo – se você não responder ou ficar inconsciente por causa da hipoglicemia, precisará de uma injeção rápida de glucagon. O glucagon é um hormônio que inicia um processo em seu corpo aumentando o nível de glicose no sangue.

Síndrome hiperosmolar não cetótica

A síndrome hiperosmolar não cetótica (HHNS) é muito rara, mas você deve estar ciente disso e saber como lidar caso ela ocorra. HHNS acontece quando o seu nível de glicose no sangue fica muito alto, e quando não tratado, pode causar até a morte.

O HHNS é mais provável de ocorrer quando o indivíduo está doente. Os idosos são mais propensos a desenvolvê-lo. O HHNS se inicia quando o seu nível de glicose no sangue começa a subir. Quando isso acontece, seu corpo tentará se livrar de todo o excesso de glicose através da micção frequente, o que irá desidratar o corpo e causará muita sede.

Infelizmente, quando se está doente, você não pode reidratar seu corpo como deveria. Você pode ter problemas para manter fluidos para baixo, por exemplo. Quando você não reidrata o seu corpo, o nível de glicose no sangue continua a subir, e pode eventualmente ir tão alto que vai te levar a um coma.

Para evitar a síndrome hiperosmolar não cetótica, deve-se vigiar atentamente o seu nível de glicose no sangue quando estiver doente (deve prestar sempre atenção ao seu nível de glicose no sangue, mas preste uma atenção especial quando estiver doente).

Complicações a longo prazo

Ao manter o seu nível de glicose no sangue em uma faixa saudável através do planejamento de refeições, atividade física e medicamentos, é possível evitar consequências do diabetes a longo prazo.

Essas complicações se desenvolvem ao longo de muitos anos e todas elas se referem a como os níveis de glicose no sangue podem afetar os vasos sanguíneos. Com o tempo, a glicose alta pode danificar os vasos sanguíneos do corpo, tanto pequenos quanto grandes.

Danos nos seus minúsculos vasos sanguíneos causam complicações microvasculares, já um dano a seus grandes vasos causa complicações macrovasculares.

Complicações microvasculares: olho, rim e doença nervosa

Você tem pequenos vasos sanguíneos que podem ser danificados pela glicose no sangue ao longo do tempo. Vasos sanguíneos danificados não liberam sangue tão bem quanto deveriam, de modo que levam a outros problemas, especificamente nos olhos, os rins e os nervos.

  • Olhos:  Os níveis de glicose no sangue fora do normal por um longo período de tempo podem causar catarata e / ou retinopatia nos olhos. Ambos podem causar perda de visão.

    Para evitar problemas oculares associados ao diabetes, mantenha a medição da glicose sanguínea ao alcance e faça exames oftalmológicos anuais, que incluem um exame oftalmológico dilatado com um oftalmologista para monitorar sua saúde ocular.
  • Rins:  se não tratada, a doença renal (também chamada nefropatia diabética) leva a insuficiência renal, diálise e / ou transplante renal. Diabetes descontrolado (ou mal controlado) pode causar a falência dos rins; eles não serão capazes de limpar o sangue adequadamente.

    Para prevenir a nefropatia diabética, você deve fazer um teste todos os anos para a microalbuminúria, uma condição que é um sinal precoce de problemas renais. O teste mede a quantidade de proteína na urina. Este teste é feito facilmente com uma amostra de urina. Quando os rins começam a ter problemas, eles iniciam um processo de liberação de muita proteína. Medicamentos podem ajudar a prevenir mais danos, uma vez que a microalbuminúria é diagnosticada.
  • Nervos:  Os danos nos nervos causados ​​pelo diabetes também são conhecidos como neuropatia diabética. Os minúsculos vasos sanguíneos “alimentam” seus nervos, por isso se os vasos sanguíneos forem danificados os nervos acabarão sendo danificados também.

    No diabetes tipo 2, algumas pessoas já apresentam sinais de danos nos nervos quando são diagnosticadas. Este é um exemplo em que a aferição do nível de glicose no sangue sob controle pode evitar mais danos.

    Existem várias formas de neuropatia diabética: periférica, autonômica, proximal e focal. A neuropatia periférica diabética é a forma mais comum de lesão do nervo e, na maioria das vezes, afeta os nervos que vão para as mãos e os pés.

    As pessoas que tiveram diabetes tipo 2 durante muito tempo e que não se saíram bem em administrar glicose no sangue podem perder a sensibilidade em seus pés. Elas também podem sentir dor, fraqueza ou formigamento.

    Uma complicação grave da neuropatia periférica diabética nos pés é que as pessoas podem não perceber quando têm uma ferida no pé. A ferida pode ser infectada, a infecção pode se espalhar e não tratada, o pé pode precisar ser amputado para evitar que a infecção se espalhe ainda mais. É importante ter exames periódicos feitos por um podólogo, mas você também deve pedir ao seu médico para examinar seus pés sempre que tiver uma consulta no consultório.

Complicações Macrovasculares: o Coração, o Cérebro e os Vasos Sanguíneos

O diabetes tipo 2 também pode afetar os grandes vasos sanguíneos, fazendo com que a placa se acumule e potencialmente cause um ataque cardíaco, derrame ou obstrução vascular nas pernas (doença vascular periférica).

Para prevenir doenças cardíacas e derrame como consequências do diabetes, você deve administrar bem a doença, mas também deve fazer escolhas saudáveis ​​para o coração em outras áreas da sua vida: não fume, mantenha a pressão arterial sob controle e preste atenção para no seu colesterol.

É importante ter seu colesterol verificado anualmente. Seu médico deve verificar sua pressão arterial a cada consulta. Também em todas as visitas ao consultório, o médico deve verificar o pulso em seus pés para garantir que haja circulação adequada.

Portanto, existem sim algumas consequências do diabetes a curto e longo prazo, mas se você mantiver um bom controle da glicose no sangue, poderá evitá-las.