Diabetes emocional: Será que essa doença realmente existe? 1 A Diabetes não tem cura. Ela pode ser revertida ou estabilizada.

Que os casos de ansiedade, de estresse, de depressão e de síndrome do pânico aumentam cada vez mais com certeza você já sabe, não é mesmo? Infelizmente, a vida corrida acabou trazendo inúmeros problemas, principalmente emocionais. Hoje, o estresse é algo bastante comum entre as pessoas, no entanto é claro que não deveria ser. Afinal, isso pode gerar alguns problemas sérios, como é o caso do diabetes emocional.

Entretanto, será que realmente esse tal de diabetes emocional é uma doença? Além disso, de que forma o estresse e outras questões emocionais podem estar ligados a uma doença tão conhecida por muitas pessoas, o diabetes? Como será que tudo isso funciona? O diabetes emocional existe mesmo? É, são muitas dúvidas que passam pela cabeça ao falar de diabetes emocional, isso é bastante comum.

Por volta do século XVII, um médico chamado Thomas Willis percebeu que algumas pessoas acabavam desenvolvendo diabetes depois de um momento de grande estresse ou de tristeza. Depois desse fato, com o aprofundamento de várias pesquisas e estudos a respeito da saúde mental, foi descoberto que realmente muitas doenças estavam associadas diretamente ao estado psicológico do paciente.

E isso não foi diferente com o diabetes. Sendo assim, pode-se dizer que foi a partir desse momento que surgiu o termo diabetes emocional, tão conhecido hoje em dia, uma vez que a doença teria se desenvolvido por causa do estresse. Mas, na verdade, o diabetes emocional ocorre quando uma pessoa passa por um momento de ansiedade ou de estresse muito grande e acaba desencadeando o diabetes.

A grande questão é que esse paciente é diagnosticado com diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 ou diabetes gestacional, mas nunca com diabetes emocional. Tudo bastante confuso, não é mesmo? A boa notícia é que você vai conseguir entender mais sobre o diabetes emocional ao longo deste artigo. Boa leitura!

Mas, então, o que é diabetes emocional?

Para começar, é importante deixar claro de uma vez por todas que os tipos de diabetes que existem são: o tipo 1, o tipo 2 e o diabetes gestacional, certo? Levando isso em consideração, o termo diabetes emocional é apenas um conceito utilizado com a finalidade de identificar que o diabetes foi causado por causa de algum fator psicológico, como estresse ou ansiedade.

É válido ressaltar que as emoções extremas e profundas são sim capazes de interferirem diretamente na sintetização e na produção de insulina. Dessa forma, se uma determinada pessoa já possui uma predisposição para desenvolver o diabetes, fique sabendo que é muito mais provável que isso realmente aconteça caso ela precise enfrentar momentos de muito estresse, por exemplo. Esses momentos podem ser pontuais ou frequentes, isso não importa.

Sendo assim, como um tipo de diabetes, o diabetes emocional não existe. Oficialmente, ele não é considerado um tipo da doença. No entanto, como já observado antes, os fatores psicológicos podem sim estar relacionados com esse problema. Para quem não sabe, vale lembrar que o diabetes acontece por causa dos altos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Esse excesso, por sua vez, é comprovado através de exames.

De forma resumida, então, o emocional não é um fator realmente gerador do diabetes, no entanto ele atua como um importante gatilho para aquelas pessoas que já têm predisposição a desenvolver o diabetes. Existem inúmeros relatos de pacientes que acabaram tendo diabetes logo após um caso de síndrome de pânico, por exemplo.


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De que forma o estresse pode alterar a glicemia?

Como você já deve imaginar, o organismo entende o estresse como um alerta de perigo, afinal ele não é algo bom, certo? Dessa forma, quando ele aparece a primeira coisa que o corpo faz é se preparar para fugir. No entanto, nem sempre há realmente um perigo nesses casos, uma vez que o estresse do mundo moderno está na maioria das vezes ligado ao trânsito, ao trabalho, entre outras coisas parecidas.

O que acontece é que o corpo não consegue entender isso, dessa forma ele libera alguns hormônios com o objetivo de distribuir energia, ou seja, glicose às células, a fim de ser um combustível caso precise. Não se esqueça de que o organismo enxerga os casos de estresse com um perigo.

O grande problema é que em pessoas pré diabéticas ou que têm predisposição para desenvolver a doença, essa energia produzida pelo corpo para “enfrentar o estresse” não é capaz de ir até as células, uma vez que não existe insulina suficiente ou a mesma não está mais trabalhando da forma adequada. Então, o que acontece é que a glicose permanece circulando pelo sangue e, consequentemente, a glicemia aumenta. Ou seja, os níveis de açúcar no sangue ficam altos.

Além de tudo isso, o cortisol, um dos principais hormônios do estresse, também influencia o armazenamento da gordura triglicérides. Essa gordura, por sua vez, quando em excesso consegue modificar os receptores de insulina e, não conseguindo ser sintetizada corretamente, a insulina perde o seu papel. E tudo isso, é claro, pode evoluir para um quadro de diabetes.

Problemas emocionais x diabetes

Ao todo, há três casos principais nos quais é possível ver um aumento nos níveis de glicose no sangue: quando o corpo não é capaz de absorver a insulina produzida, quando o pâncreas não produz insulina ou quando a quantidade de insulina presente no sangue não é suficiente.

Levando isso em consideração, em casos de estresse, como já explicado antes, o organismo acaba liberando hormônios como, por exemplo, o cortisol. A grande questão é que esses hormônios do estresse possuem ação oposta à função da insulina. E, dessa forma, o diabetes emocional pode surgir. Lembrando que ele não é um tipo de diabetes.

Sintomas do diabetes emocional

Os fatores emocionais e psicológicos são capazes de influenciar o diabetes de duas formas diferentes: por meio de um trauma pontual ou por meio de um trauma crônico. O primeiro caso se dá quando alguém muito próximo acaba falecendo ou quando a pessoa se depara com a notícia de que foi demitida do trabalho depois de muito tempo. Nesses casos a medicina acredita que a insulina produzida no organismo desse paciente já não era suficiente, ou seja, o paciente já tinha uma predisposição e de alguma forma já iria desenvolver o diabetes.

Por sua vez, o segundo caso acontece quando uma determinada pessoa está vivendo sempre com o estresse ou com algum outro fator psicológico. Isso acaba ajudando e colaborando com o aparecimento da doença, principalmente em pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Veja a seguir os principais sintomas psicológicos que podem desencadear o diabetes emocional:

  • Ansiedade;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Desânimo;
  • Depressão;
  • Obesidade;
  • Insônia;
  • Não dormir adequadamente.

Além de tudo isso, também é importante lembrar que o inverso também acontece, ou seja, uma pessoa diabético já tem maiores chances de desenvolver o estresse. É claro que existem algumas explicações para isso, como: grande alteração do estilo de vida por causa da doença, histórico familiar de pessoas com doenças mentais, problemas ligados à tireóide e também por causa do sentimento de solidão muitas vezes causado pela doença.

Dicas para evitar o diabetes emocional

Sendo assim, não basta apenas ter cuidados com a alimentação e começar a praticar atividades físicas. É necessário também observar muito os fatores psicológicos e buscar maneiras de gerenciá-los a fim de evitar o diabetes emocional. Não se esqueça de que além do diabetes esse fatores emocionais também podem gerar outras doenças mais sérias.

Confira logo abaixo algumas dicas importantes de como diminuir o estresse e, consequentemente, evitar futuras complicações como o diabetes emocional, por exemplo.

Faça exercícios físicos: fazer atividades físicas diariamente é muito importante, mas o recomendado é que tudo seja feito com um acompanhamento profissional.

Durma bem: é necessário dormir 8 horas por dia. A qualidade do seu sono é fundamental para evitar o estresse e diminuir a ansiedade.

Beba muita água: ao longo dia dia não se esqueça de beber, no mínimo, 2 litros de água. A desidratação também pode mudar o humor e afetar a concentração.

Medite: sim, praticar meditação é uma excelente maneira de treinar o cérebro para viver o momento de forma tranquila.

Evite a cafeína: consumir cafeína em excesso pode aumentar o nervosismo.

E, por fim, não se esqueça também de evitar situações estressantes, por mais óbvio que pareça.

Como controlar o diabetes emocional

Como o diabetes emocional não é um tipo de diabetes, primeiro é necessário saber qual o tipo da doença que você adquiriu para só depois entender a respeito das formas de tratamento e de controle. Afinal, é muito diferente as formas de tratamentos do diabetes tipo 1, tipo 2 e do gestacional.

Dessa forma, o mais recomendado sempre é procurar um médico e seguir corretamente todas as recomendações dele para o seu caso em específico. Além disso, mesmo se você não foi diagnosticado com a doença, não deixe de consultar um médico pelo menos uma vez por ano para saber se está tudo certo.

Conclusão

Portanto, as emoções podem realmente causar diversos problemas na vida de uma pessoa, não é mesmo? Comece hoje mesmo a cuidar melhor delas e evite, assim, o diabetes emocional!


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