Pré-diabetes: Sintomas desse problema que afeta muitas pessoas 1 A Diabetes não tem cura. Ela pode ser revertida ou estabilizada.

Quando algo não está da forma como deveria, o nosso corpo dá sinais na maioria das vezes, não é mesmo? Isso não é diferente quando o assunto é pré-diabetes. Por mais que não sejam tão perceptíveis, existem alguns sintomas do pré-diabetes que ajudam as pessoas a enxergarem que há algum problema que precisa ser resolvido para evitar complicações.

Antes de qualquer coisa é importante ressaltar que o pré-diabetes é um problema que antecede o diabetes de fato e serve principalmente para alertar a progressão de uma possível doença. É claro que só o pré-diabetes também já é algo perigoso, por isso é importante saber como identificar seus sintomas o quanto antes. 

Para uma pessoa ser diagnosticada com pré-diabetes ela precisa fazer exames de sangue que mostrem que os níveis de glicose no sangue estão elevados, mas ainda não tão altos para ser considerado diabetes. A boa notícia é que, ao contrário do diabetes propriamente dito, o pré-diabetes tem cura se for tratado da forma correta. 

Portanto, para que esse tratamento e futura reversão sejam possíveis, o primeiro passo a ser dado é entender mais a respeito desse problema e saber exatamente quais são os sintomas do pré-diabetes. 

Ficou curioso e por isso quer saber mais sobre essa condição? Então não deixe de conferir o artigo completo que preparamos. Por meio dele você será capaz de entender todos os sintomas do pré-diabetes, além de muitas outras questões que estão relacionadas a esse problema e que são muito importantes. Acompanhe!

Entenda mais sobre o pré-diabetes

Como já mencionado antes, o pré-diabetes é uma condição que alerta uma determinada pessoa sobre a possibilidade de desenvolver diabetes se alguns hábitos não forem mudados o quanto antes. Assim como ocorre com o diabetes, o principal sinal que caracteriza o pré-diabetes é o aumento do nível de glicose no sangue em jejum. 

Para se ter uma ideia melhor, valores de glicemia de 100 mg/dl a 125 mg/dl já indicam que uma pessoa tem um risco maior de desenvolver diabetes e por isso precisa ficar atenta. Em outras palavras, esses valores indica o que estamos chamando de pré-diabetes. 

Hoje, o número de pessoas nessas condição no Brasil aumentou significativamente. Na verdade, algumas pesquisas importantes já sugerem que o número de pessoas pré-diabéticas já ultrapassou o de diabéticas.

Por mais que seja importante o diagnóstico do pré-diabetes, já que o problema é tratável e reversível, esse aumento significa que as pessoas estão vivendo de forma cada vez menos saudável, o que é bastante perigoso.

Alguém que esteja nessa condição, por exemplo, precisa desde já começar a mudar os hábitos de vida para ficar longe de problemas mais graves. O sedentarismo e o sobrepeso são fatores de risco que realmente aumentam e muito as chances de desenvolver diabetes. 

Acredita-se que 30% dos casos de pré-diabetes evoluem para diabetes em 5 anos, caso não seja seguido as orientações e se necessário, tratamento medicamentoso.

No entanto, o pré-diabetes pode ser um problema silencioso e praticamente não apresentar nenhum sintoma. Isso, é claro, acaba dificultando e muito o diagnóstico precoce da doença. 

Mas, em alguns casos é claro que existem sintomas do pré-diabetes que são clássicos e que não podem deixar de serem observados. Ao longo deste artigo você saberá exatamente quais são eles, não precisa se preocupar. 

Como o problema é identificado?

Para detectar o pré-diabetes o mais recomendado é fazer um exame de glicemia em jejum. É por meio desse exame que dá para medir o nível de glicose no sangue depois de um jejum de pelo menos oito horas. 

Outro sinal que mostra também o pré-diabetes é o aumento da hemoglobina glicada, também conhecida como HbA1c. Para quem não sabe, a hemoglobina é uma proteína presente nos glóbulos vermelhos do sangue, aqueles chamados de eritrócitos ou hemácias. 

Por sua vez, a hemoglobina glicada é o resultado de uma reação que ocorre entre a hemoglobina e a glicose do sangue. Dessa forma, se a glicemia estiver alta a hemoglobina glicada também vai estar. Vale ressaltar que é considerado pré-diabetes se a HbA1c estiver entre 5,7% e 6,4%.

Sintomas do pré-diabetes

Infelizmente, existem alguns casos que uma pessoa tem pré-diabetes, mas acaba não apresentando nenhum sintoma. Ou seja, o problema é silencioso e é uma fase que pode durar de três a cinco anos sem que ninguém perceba, até evoluir para o diabetes de fato.

Afinal de contas, como a pessoa não sabe que tem pré-diabetes a tendência é que ela não se cuide da forma como deveria, o que ocasiona inúmeros problemas mais sérios. 

Nesses casos, uma das únicas maneiras de realmente saber da existência do pré-diabetes é fazendo um exame de sangue. O normal é que a glicemia em jejum seja de até 99 mg/dl. Sendo assim, qualquer valor que esteja entre 100 e 125 mg/dl já é considerado pré-diabetes. Acima disso, o diabetes mesmo já é diagnosticado. 

O exame da hemoglobina glicada, que foi explicado acima, também serve para diagnosticar essa condição. Ambos os exames podem ser feitos quando o médico suspeita de algo, quando existe um histórico da doença na família ou em um check up médico anual. 

De qualquer forma, existem sim pessoas que apresentam sintomas do pré-diabetes e dessa forma acaba ficando mais fácil de diagnosticar o problema. Por isso é preciso ter atenção a qualquer coisa que esteja diferente e já procurar um médico para fazer os exames e ver se está tudo em ordem. 

Pode ser que esses sintomas do pré-diabetes apareçam, mas sejam sutis. Quando isso acontece, ter atenção a qualquer coisa diferente é mais importante ainda para evitar que o problema acabe se agravando e gerando um diabetes de fato. 

No geral, os principais sintomas do pré-diabetes que podem ser notados são: aumento da sede, fadiga e cansaços excessivos, falta de energia, visão turva e borrada, aumento no volume e na frequência urinária, entre outros. 

Ao ter essa informação em mente é mais fácil para você observar com o objetivo de perceber se algo está errado ou não. Nunca se esqueça de que ser diagnosticado com pré-diabetes é muito melhor do que com diabetes, certo? 

E outra coisa importante é ter sempre em mente que em alguns casos essa condição não apresenta nenhum sintoma. Sendo assim, é seu dever procurar um médico com frequência, pelo menos uma vez por ano, e realizar os principais exames a fim de ver se realmente está tudo certo.

De uma forma fácil,  é possível diagnosticar o pré-diabetes precocemente e trabalhar para reverter esse quadro tão sério e prejudicial para o organismo.

Quais são os fatores de risco associados à doença?

Um dos principais fatores de risco do pré-diabetes é o excesso de peso. Com o acúmulo de peso cada vez maior, a tendência é que o pâncreas comece a produzir uma quantidade maior de insulina a fim de controlar os níveis de açúcar.

O problema é que essa tentativa não é entendida de uma boa forma pelo organismo, o qual acaba criando um estado de resistência à insulina. 

Nesses casos, mesmo com muita insulina disponível, ela não funciona mais de forma eficaz como antes. Além disso, o sedentarismo e o histórico familiar também acabam influenciando diretamente no problema. 

Outros fatores de risco do pré-diabetes são: apneia obstrutiva do sono, acúmulo de gordura na região abdominal, hipertensão, histórico familiar de diabetes, colesterol e triglicerídeos altos, baixo HDL, mais de 40 anos, tabagismo e síndrome dos ovários policísticos. 

Como o pré-diabetes pode se tornar diabetes de fato?

Essa com certeza é uma das perguntas que mais fica na mente das pessoas, assim como quais são os sintomas do pré-diabetes. Afinal de contas, o que alguém mais quer é que um quadro de pré-diabetes não se torne um diabetes de fato.

Para isso, saber exatamente como essa condição pode virar um problema mais sério é fundamental para evitar ao máximo que isso ocorra.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que a transição do pré-diabetes para o diabetes pode acontecer em poucos anos, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Para se ter uma ideia, se nada for feito, até ⅓ das pessoas diagnosticadas com pré-diabetes acabam desenvolvendo a doença em um período de três a cinco anos. Entre aqueles que se encontram dentro dos fatores de risco, a taxa é ainda mais alta.

Entretanto, o que faz com que ocorra essa evolução de um problema para o outro é não mudar os hábitos de vida. Praticar exercícios físicos e ter uma alimentação saudável é fundamental para reverter de forma positiva um quadro de pré-diabetes.

Procurar um profissional de nutrição, por exemplo, e ver exatamente o que pode e não pode comer é importantíssimo para evitar o diabetes. 

Portanto, por mais que os sintomas do pré-diabetes às vezes não apareçam e a condição se torne algo silencioso, é preciso fazer exames frequentes para ver se tudo está como deveria. Caso haja algum problema, não deixe de mudar os seus hábitos de vida para evitar ao máximo que essa condição se torne um problema ainda mais sério.